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Depressão
Contrariamente à maioria das outras perturbações psicológicas, todos nós compreendemos bem o que é uma depressão, ou porque conhecemos alguém que está ou foi diagnosticado com uma depressão ou porque, nalgum ponto das nossas vidas, já passámos por períodos de humor depressivo e perda de prazer nas actividades quotidianas (atenção porque estes dois aspectos não são suficientes para estabelecer um diagnóstico de depressão, apesar de serem os fundamentais na avaliação inicial).
Outros sintomas habitualmente presentes são as perturbações do sono - insónia ou hipersónia (dormir demais) -, fadiga ou sensação de perda de energia, dificuldades num raciocínio claro e realista e, globalmente, uma visão negativa de si próprio, dos outros ou da vida em geral.
É muito frequentemente diagnosticada (é a perturbação psicológica mais frequente, com uma incidência anual de 8%), talvez porque também surge associada a outros quadros clínicos, como as perturbações da ansiedade. De facto, facilmente se entende que quem sofre de uma determinada perturbação psicológica (ou mesmo médica), que afecte negativamente a sua qualidade de vida, lhe possa reagir com uma depressão. Por vezes, são mesmo os sintomas depressivos que são mais visíveis a uma primeira análise.
É, igualmente, uma perturbação muito medicada.
Como se trata?
Apesar de a medicação anti-depressiva ser fundamental nalguns casos e suficiente noutros, ajudando à recuperação a curto prazo do bem-estar, normalmente, não corrige esta patologia, de uma forma permanente, ou seja, depois de retirada a medicação, há uma probabilidade significativa de a pessoa voltar a apresentar sintomatologia depressiva. A forma cientificamente comprovada de obter resultados duradouros é a intervenção psicoterapêutica, mais concretamente, na abordagem cognitivo-comportamental.
Um caso
Esta cliente recorreu a apoio psicoterapêutico após 6 anos de sintomas depressivos recorrentes, que começaram após o nascimento do primeiro filho; melhorando com intervenção farmacológica, rapidamente reincidia após terminar a medicação.
Além das técnicas próprias à intervenção cognitivo-comportamental, como a análise dos seus pensamentos e erros lógicos de raciocínio na leitura da sua realidade, com substituição por interpretações mais realistas, com forte ênfase na sua noção de auto-estima, o acompanhamento foi enriquecido com outro tipo de técnicas. Entre estas contou-se com a utilização de EFT (Emotional Freedom Techniques) e com protocolos de EMDR centrados no aumento e reforço de recursos pessoais.
Ao longo da psicoterapia foram surgindo outras questões que a cliente quis, igualmente, trabalhar, como temas de carreira profissional e de relações interpessoais, por isso, na totalidade estivemos juntas 28 sessões, sendo as últimas bastante espaçadas no tempo. Há já bastante tempo que não tem de recorrer a medicação anti-depressiva e, sempre que surjem complicações na sua vida, consegue ultrapassá-las sem se deixar ir abaixo.
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